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Sunday, March 22, 2015
Thursday, March 19, 2015
Wednesday, March 18, 2015
Sunday, March 15, 2015
News | ModaLisboa: Patrick de Pádua wins Sangue Novo
Patrick de Pádua foi o designer escolhido nesta edição da plataforma Sangue Novo para participar no FASHIONCLASH Festival, que decorrerá em Maastricht (Holanda), entre 11 e 14 de Junho.
No âmbito da parceria estabelecida entre a ModaLisboa e o festival holandês, em cada edição da plataforma Sangue Novo, um jovem designer será escolhido para apresentar no FASHIONCLASH. Patrick de Pádua junta-se assim a Inês Duvale, que foi seleccionada em Outubro de 2014.
"Eu estava à procura de um designer cuja história fosse consistente ao longo da colecção e a do Patrick evidenciava uma certa paixão", refere Branko Popović, director-criativo do festival.
"Na minha mente estava também o facto de que o designer seleccionado ia preencher a última vaga do festival. Houve vários designers de que gostei muito, mas não é possível comparar, por isso foi uma questão de no momento sentir que a colecção do Patrick era a que eu deveria escolher para o FASHIONCLASH Festival.
Nesta sua segunda participação na ModaLisboa, Patrick de Pádua apresentou "Promises", uma colecção cujo ponto de partida "foi o conceito de promessa e tudo o que ele engloba: no
início, a sensação de segurança e depois, quando é quebrada, a ideia da
frustração e do sufoco."
--
Patrick de Pádua was selected among all the Sangue Novo designers to present at the FASHIONCLASH Festival, that will take place in Maastricht (The Netherlands), between June 11th-14th.
Thanks to a partnership between the two events, every season a finalist of the Sangue Novo platform will be invited to present at the Dutch festival. Patrick de Pádua will join Inês Duvale, who was selected in the last edition of ModaLisboa, in October 2014.
"What I was looking for was a designer with a story that was consistent throughout the collection and Patrick's had a certain passion behind it", states Branko Popović, Creative Director of the festival.
In his second participation at Sangue Novo, Patrick de Pádua presented "Promises", a collection whose starting point "was the concept of promise and everything it encompasses – in the
beginning, the feeling of security and then, when the promise is broken, the
idea of frustration and suffocation."
Wednesday, March 11, 2015
Preview | Sangue Novo: Patrick de Pádua AW15/16
Patrick de Pádua participa na plataforma Sangue Novo pela segunda vez, depois de se ter estreado em Março de 2014. Nesta edição da ModaLisboa, vai apresentar "Promises".
Qual foi o ponto de partida para esta
colecção?
O ponto de
partida desta colecção foi o conceito de promessa e tudo o que ele engloba: no
início, a sensação de segurança e depois, quando é quebrada, a ideia da
frustração e do sufoco.
Como é que esse conceito se revela na
colecção?
Uma parte
muito importante desta colecção é a sobreposição de peças. Cada coordenado tem
várias camadas para passar a ideia do sufoco e para que se sinta o peso das
peças no corpo. Além disso, há peças muito volumosas e a silhueta é oversized e isso acontece um pouco para
jogar com a ideia de que as promessas, dependendo da altura, podem proteger ou
sufocar.
Em que é que esta colecção reflecte a tua
estética?
Em termos de
peças, esta colecção continua a ter os casacos bomber, que é algo que eu gosto muito de trabalhar e que foi o tema
principal da outra colecção que apresentei no Sangue Novo. Depois há outras
peças que trabalhei também, como o trench
coat, que até foi a peça que começou a colecção, ou o perfecto. Tanto o trench
como o perfecto foram reinventados
com uma abordagem mais militar.
Além disso,
esta colecção é basicamente streetwear
e a silhueta é oversized, que também
é uma coisa que eu trabalho sempre.
O que é que destacarias nesta colecção?
Acho que o
que se destaca mais nesta colecção é o cor-de-laranja. Não é berrante, mas é
muito chamativo e contrasta com o resto das cores, que são o preto e o
cinzento, basicamente.
Que expectativas tens para o desfile?
Eu quero que
o desfile cause grande impacto e que ajude a dar um aspecto mais agressivo à
colecção. Os manequins vão desfilar com a cara coberta para passar a ideia de
frustração e de sufoco associado ao conceito inicial. Quero que o desfile
marque mesmo e que tenha um ar muito urbano, cool e agressivo, por isso haverá mais uma ou duas surpresas.
--
Patrick de Pádua will show his second collection at Sangue Novo, after his debut in March 2014. In this edition of ModaLisboa, he will present "Promises".
What was the starting point of this collection?
What was the starting point of this collection?
The starting point of this
collection was the concept of “promise” and everything it encompasses – in the
beginning, the feeling of security and then, when the promise is broken, the
idea of frustration and suffocation.
How did you translate that into the collection?
A very important part of this
collection is the layering. Each outfit has multiple layers to translate the
idea of suffocation and the weight of the garments on the body. Besides, there
are very voluminous garments and the silhouette is oversized. This happens in
order to play with the idea that promises can either protect or suffocate.
How does this collection reflect your aesthetics?
In this collection I have designed
some bomber jackets again. It’s a garment I really like and it was the concept
of the previous collection I presented at Sangue Novo. Then, I also have
designed other garments such as the perfecto
or the trench coat, which was actually the item that started the entire
collection. Both the trench and the perfecto were reinvented in a military way.
Moreover, this is a streetwear collection and the silhouette is oversized, two
things that are always present in my work.
Is there anything in this collection that stands out?
I think that the orange is what
stands out the most. It is not too loud, but it catches your attention and
stands out from the other colors in the collection – the black and the grey,
basically.
How do you feel about the show?
I want the show to really make an
impact on the audience and to highlight the aggressive side of the collection.
Models will walk with their faces covered in order to translate the idea of
frustration and suffocation. I want the runway show to really make an impact
and to have an urban, cool and aggressive vibe, so there will be one or two
more surprises.
Labels:
ModaLisboa,
Patrick de Pádua,
Sangue Novo
Tuesday, March 10, 2015
Preview | Sangue Novo: M HKA AW15/16
Conheceram-se na ESART, em Castelo Branco, mas foi na Bélgica que Alexandre Pereira e Felícia Macedo criaram o projecto M HKA. Lê-se MUHKA e deve o nome a um museu em Antuérpia. Estreiam-se na ModaLisboa com "Lemonade".
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
FM: Basicamente, a nossa ideia era mesmo participar no Sangue Novo. Foi isso que nos fez desenvolver esta colecção. O ponto de partida foi voltar aos anos 90, em que nós nascemos, voltar ao nosso lado mais infantil. Na altura em que começámos a desenvolver a colecção estávamos ambos na Bélgica e isso acabou por trazer muitas influências novas.
Como é que esse conceito se revela na colecção?
AP: Quando somos mais pequenos, tudo parece maior, então jogámos com as proporções das peças – juntar uma t-shirt pequena com uns calções bastante grandes, por exemplo. Foi muito esta ideia da percepção que temos de tudo quando éramos mais pequenos. Depois foi também incluir os desenhos animados que víamos e conjugar com as cores primárias.
FM: Mesmo os tecidos e os estampados remetem para este lado infantil e para os desenhos animados.
De que forma é que esta colecção reflecte a estética da marca?
AP: A colecção é mesmo o resultado do nosso trabalho em conjunto porque se formos ver colecções de cada um de nós a estética é muito diferente. É uma estética que nós estamos ainda a trabalhar.
FM: É engraçado porque quem conhece o nosso trabalho individual não diria que aquilo é nosso. Na altura, como não sabíamos se íamos ser seleccionados ou não, não estivemos preocupados com a execução das peças. Houve mesmo um libertar de ideias e é por isso que a nossa colecção é tão diferente.
O que é que destacarias nesta colecção?
FM: A nossa colecção tem tanta coisa que destacar algo é difícil. Ela funciona precisamente graças à junção de tudo o que temos. Tivemos muita preocupação com os materiais e com as texturas que usámos. A própria conjugação das cores não é tão instantânea porque conjugar as três cores primárias não é assim tão fácil, ainda por cima quando nós não trabalhamos muito com cores.
AP: Acho que o que nos diferencia dos outros participantes é que a nossa colecção realmente tem muita, muita cor e o facto de ser a mais infantil.
Que expectativas tens para o desfile?
FM: Acho que para já não temos expectativas. A colecção, na nossa opinião, é tão diferente que tanto pode correr muito bem como pode correr muito mal. Nós gostávamos de fazer disto uma marca, mas estamos dependentes da aceitação das pessoas.
AP: E também a nível financeiro... É ver se é possível.
FM: Nós achamos que ter outras pessoas a colaborar connosco enriquece o nosso trabalho. É tão difícil entrar no mercado... Se pudermos dar a oportunidade a outras pessoas de se juntarem e tornarem o projecto mais interessante, toda a gente beneficiaria.
E porquê o nome M HKA?
AP: M HKA não tem nenhum significado. Basicamente, nós estávamos na Antuérpia e havia um museu que se chamava M HKA. Nós gostamos muito do nome e era um museu a que íamos de vez em quando. Como não sabíamos que nome dar à marca e a sonoridade era fixe, ficou. A nós, agora, se nos disserem M HKA, faz-nos lembrar o tempo que estivemos na Antuérpia, onde criámos a colecção...
FM: É uma parte de nós, uma referência, que quisemos trazer para o que estamos a fazer agora.
--
They first met in Castelo Branco, at ESART, but it was in Belgium that Alexandre Pereira and Felícia Macedo created M HKA. It's read MUHKA and the project was named after a museum in Antwerp. In their Sangue Novo debut, they will present "Lemonade".
What was the starting point of this collection?
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
FM: Basicamente, a nossa ideia era mesmo participar no Sangue Novo. Foi isso que nos fez desenvolver esta colecção. O ponto de partida foi voltar aos anos 90, em que nós nascemos, voltar ao nosso lado mais infantil. Na altura em que começámos a desenvolver a colecção estávamos ambos na Bélgica e isso acabou por trazer muitas influências novas.
Como é que esse conceito se revela na colecção?
AP: Quando somos mais pequenos, tudo parece maior, então jogámos com as proporções das peças – juntar uma t-shirt pequena com uns calções bastante grandes, por exemplo. Foi muito esta ideia da percepção que temos de tudo quando éramos mais pequenos. Depois foi também incluir os desenhos animados que víamos e conjugar com as cores primárias.
FM: Mesmo os tecidos e os estampados remetem para este lado infantil e para os desenhos animados.
De que forma é que esta colecção reflecte a estética da marca?
AP: A colecção é mesmo o resultado do nosso trabalho em conjunto porque se formos ver colecções de cada um de nós a estética é muito diferente. É uma estética que nós estamos ainda a trabalhar.
FM: É engraçado porque quem conhece o nosso trabalho individual não diria que aquilo é nosso. Na altura, como não sabíamos se íamos ser seleccionados ou não, não estivemos preocupados com a execução das peças. Houve mesmo um libertar de ideias e é por isso que a nossa colecção é tão diferente.
O que é que destacarias nesta colecção?
FM: A nossa colecção tem tanta coisa que destacar algo é difícil. Ela funciona precisamente graças à junção de tudo o que temos. Tivemos muita preocupação com os materiais e com as texturas que usámos. A própria conjugação das cores não é tão instantânea porque conjugar as três cores primárias não é assim tão fácil, ainda por cima quando nós não trabalhamos muito com cores.
AP: Acho que o que nos diferencia dos outros participantes é que a nossa colecção realmente tem muita, muita cor e o facto de ser a mais infantil.
Que expectativas tens para o desfile?
FM: Acho que para já não temos expectativas. A colecção, na nossa opinião, é tão diferente que tanto pode correr muito bem como pode correr muito mal. Nós gostávamos de fazer disto uma marca, mas estamos dependentes da aceitação das pessoas.
AP: E também a nível financeiro... É ver se é possível.
FM: Nós achamos que ter outras pessoas a colaborar connosco enriquece o nosso trabalho. É tão difícil entrar no mercado... Se pudermos dar a oportunidade a outras pessoas de se juntarem e tornarem o projecto mais interessante, toda a gente beneficiaria.
E porquê o nome M HKA?
AP: M HKA não tem nenhum significado. Basicamente, nós estávamos na Antuérpia e havia um museu que se chamava M HKA. Nós gostamos muito do nome e era um museu a que íamos de vez em quando. Como não sabíamos que nome dar à marca e a sonoridade era fixe, ficou. A nós, agora, se nos disserem M HKA, faz-nos lembrar o tempo que estivemos na Antuérpia, onde criámos a colecção...
FM: É uma parte de nós, uma referência, que quisemos trazer para o que estamos a fazer agora.
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They first met in Castelo Branco, at ESART, but it was in Belgium that Alexandre Pereira and Felícia Macedo created M HKA. It's read MUHKA and the project was named after a museum in Antwerp. In their Sangue Novo debut, they will present "Lemonade".
What was the starting point of this collection?
FM: Basically, it all started because we
wanted to participate at Sangue Novo. That’s what made us design this
collection. The starting point was the idea of going back to the 90s, to when
we were kids and childlike. We started creating this collection in Belgium, and
that brought a lot of new influences.
How did you translate that concept into the collection?
AP: When we are kids, everything
looks bigger, so we played with proportions. We put together a small t-shirt
with a larger pair of shorts, for example. The collection is about the perception
we have when we were kids. Then, we also included some cartoons we used to
watch and the primary colors.
FM: Even the fabrics and the prints
we used are related to that childlike aspect.
How does this collection reflect your aesthetics?
AP: The collection is really the
result of our work together. If we look at our previous works, it is very
different from what each one of us would do. Our aesthetics is something we are
still working on.
FM: It’s funny because those who
know our work wouldn’t say this collection is ours. We did not know if we would
be selected, so we didn’t really worry about how we would execute the clothes.
Ideas just floated freely and that’s why our collection is so different.
Is there anything in this collection that stands out?
FM: Our collection has so many
things that it is difficult to single one out. It works precisely because of
all the elements combined. We paid a lot of attention to the materials and the
textures we used. Even the way we put colors together… it isn’t that easy to
use the primary colors together, especially because neither of us works with a
lot of color.
AP: I think that what makes us
different is the fact that our collection is so colorful and is so childlike.
How do you feel about the show?
FM: I think we don’t really have
expectations right now. In our opinion, our collection is so different that
things can either go terribly right or terribly wrong. We would like to turn
this project into a brand, but it depends on the feedback we get from people.
AP: And also financially… we need to see if it’s viable.
FM: We think that having more people
working with us improves the quality of the project. It is so difficult to make
it in this industry… If we can give someone else the opportunity to join us and
make the project even more interesting, it would be a win-win situation.
Why M HKA?
AP: M HKA doesn’t mean anything.
Basically, we were living in Antwerp and there was a museum called M HKA. We
liked the name and used to go to the museum every now and then. We didn’t know
what name to give to the brand and the sound of M HKA was interesting. If
someone mentions M HKA now, it will bring back the time we spent in Antwerp,
where we designed this collection.
FM: It’s a part of us, a reference
that we decided to bring with us and to include in what we are doing now.
Monday, March 09, 2015
Preview | Sangue Novo: Rúben Damásio AW15/16
Rúben Damásio licenciou-se em Design de Moda, pelo MODATEX, em 2013. A estreia na plataforma Sangue Novo aconteceu em Março de 2014, integrado na dupla 2ID. Nesta edição, Rúben Damásio apresenta a sua primeira colecção enquanto marca própria.
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
Esta colecção chama-se “Mist” e é inspirada precisamente nesse fenómeno natural, na neblina. É um fenómeno bastante usual no interior de Portugal, em particular na zona da Serra da Estrela.
Como é que esse conceito se revela na colecção?
O ponto de partida, o “mist”, acabou por influenciar a paleta de cores. O objectivo da escolha das cores e também dos tecidos foi transmitir a ideia do nevoeiro e do mistério associado à neblina, que acaba por nos turvar um pouco a visão.
Um dos meus objectivos era desenvolver este tema de uma forma bastante comercial, dando muita atenção ao pormenor. Por exemplo, o laranja surge ao longo da colecção em vários detalhes, mas nunca como uma cor de destaque.
De que forma é que esta colecção reflecte a tua estética?
Eu cada vez mais quero afirmar-me num design comercial. Claro que com detalhes e com diferenciação, mas quero essencialmente desenvolver peças para um target que procura uma peça de design com detalhe, conforto e qualidade.
Esta colecção tem muitas matérias-primas naturais, como o algodão ou lã, em que cada vez mais aposto e tenho em conta durante a selecção de tecidos.
O que é que destacarias nesta colecção?
Essencialmente, esta é a colecção em que eu me começo a encontrar como designer. Claro que todas as colecções reflectem aquilo que nós somos e a nossa estética, mas acho que esta é aquela que mais me define, precisamente por esse lado comercial. Eu quero efectivamente que as pessoas usem e gostem de usar as peças desta colecção. Portanto, o que eu destaco é mesmo esse factor prático que as peças começam a assumir e o facto de começar a definir a marca “Rúben Damásio”.
Que expectativas tens para o desfile?
Essa é uma pergunta difícil porque o desfile é sempre uma surpresa... Em todos os projectos, o natural é querer fazer mais e melhor. O desfile vai ser o encerramento de uma etapa e a seguir vem a vontade de começar outra. É o momento em que apresentamos o nosso trabalho e todo o esforço que ele implicou e em que podemos receber o feedback que também nos vai permitir crescer e melhorar.
--
Rúben Damásio graduated in Fashion Design from MODATEX in 2013. In March 2014, he presented at Sangue Novo as a part of the design duo 2ID. Now, he will be presenting the first collection of his namesake brand.
What was the starting point of this collection?
This collection is called “Mist” because it is inspired precisely in that natural phenomenon. It is quite common in some regions in Portugal, in particular in Serra da Estrela.
How did you translate that concept into the collection?
The starting point of this collection, the mist, defined the color scheme of the collection. My goal was to translate the idea of fog and the mystery associated with this phenomenon, which blurs our vision. That’s something I also took into consideration when selecting the materials.
Besides, one of my goals was to design a commercial collectio, yet paying a lot of attention to the details. For example, I used orange in many garments of this collection, but never as a main color. It is mostly seen in the details.
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
Esta colecção chama-se “Mist” e é inspirada precisamente nesse fenómeno natural, na neblina. É um fenómeno bastante usual no interior de Portugal, em particular na zona da Serra da Estrela.
Como é que esse conceito se revela na colecção?
O ponto de partida, o “mist”, acabou por influenciar a paleta de cores. O objectivo da escolha das cores e também dos tecidos foi transmitir a ideia do nevoeiro e do mistério associado à neblina, que acaba por nos turvar um pouco a visão.
Um dos meus objectivos era desenvolver este tema de uma forma bastante comercial, dando muita atenção ao pormenor. Por exemplo, o laranja surge ao longo da colecção em vários detalhes, mas nunca como uma cor de destaque.
De que forma é que esta colecção reflecte a tua estética?
Eu cada vez mais quero afirmar-me num design comercial. Claro que com detalhes e com diferenciação, mas quero essencialmente desenvolver peças para um target que procura uma peça de design com detalhe, conforto e qualidade.
Esta colecção tem muitas matérias-primas naturais, como o algodão ou lã, em que cada vez mais aposto e tenho em conta durante a selecção de tecidos.
O que é que destacarias nesta colecção?
Essencialmente, esta é a colecção em que eu me começo a encontrar como designer. Claro que todas as colecções reflectem aquilo que nós somos e a nossa estética, mas acho que esta é aquela que mais me define, precisamente por esse lado comercial. Eu quero efectivamente que as pessoas usem e gostem de usar as peças desta colecção. Portanto, o que eu destaco é mesmo esse factor prático que as peças começam a assumir e o facto de começar a definir a marca “Rúben Damásio”.
Que expectativas tens para o desfile?
Essa é uma pergunta difícil porque o desfile é sempre uma surpresa... Em todos os projectos, o natural é querer fazer mais e melhor. O desfile vai ser o encerramento de uma etapa e a seguir vem a vontade de começar outra. É o momento em que apresentamos o nosso trabalho e todo o esforço que ele implicou e em que podemos receber o feedback que também nos vai permitir crescer e melhorar.
--
Rúben Damásio graduated in Fashion Design from MODATEX in 2013. In March 2014, he presented at Sangue Novo as a part of the design duo 2ID. Now, he will be presenting the first collection of his namesake brand.
What was the starting point of this collection?
This collection is called “Mist” because it is inspired precisely in that natural phenomenon. It is quite common in some regions in Portugal, in particular in Serra da Estrela.
How did you translate that concept into the collection?
The starting point of this collection, the mist, defined the color scheme of the collection. My goal was to translate the idea of fog and the mystery associated with this phenomenon, which blurs our vision. That’s something I also took into consideration when selecting the materials.
Besides, one of my goals was to design a commercial collectio, yet paying a lot of attention to the details. For example, I used orange in many garments of this collection, but never as a main color. It is mostly seen in the details.
How does this collection reflect your aesthetics?
I want to be a designer with a commercial approach. Of course I want to pay attention to details and create something different, but I want to design clothes with a certain kind of client in mind – people who are looking for garments with details, that are comfortable and that are high-quality.
In this collection, I used many natural raw materials, such as cotton and wool, which I tend do consider more and more for my collections.
Is there anything in this collection that stands out?
This is the collection where I actually start to define who I am as a designer. All of our collections reflect who we are and our aesthetics, but I feel this is the one that best defines me as a designer, because of that marketability. I really want people to wear my clothes and to feel well when they do. So, that’s what stands out – the practicality and the fact that I am now defining a “Rúben Damásio” aesthetics.
How do you feel about the show?
That’s a tough question because the runway show is always a surprise… I think people always want to do better when they are involved in any project… The show will be the end of a chapter and the beginning of a new one. It’s the moment when we present our work and we can get the feedback that will allow us to improve and grow.
Labels:
ModaLisboa,
Rúben Damásio,
Sangue Novo
Sunday, March 08, 2015
Preview | Sangue Novo: Duarte AW15/16
Licenciada em Design de Moda pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa e com um mestrado em Menswear Design and Technology pela London College of Fashion, Ana Duarte estreia-se na plataforma Sangue Novo com a marca Duarte.
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
A colecção
chama-se “Animan” e foca-se no conceito do homem enquanto animal e na sua necessidade
de protecção e ornamento. Por outro lado, aborda o tema da natureza versus tecnologia, que desenvolvi ao
longo do mestrado.
Como é que esse conceito se revela na
colecção?
Para remeter
à parte animal do homem, há cores terrestres, como o azul ou o verde, que
remetem o homem à sua verdadeira essência interior. Depois, utilizei os
metálicos, que expõem o lado racional do homem, a criatividade e a necessidade
de construção e do ornamento.
O conflito
entre natureza e tecnologia está também muito focado na escolha dos materiais,
sendo que os naturais (pele, pêlo de coelho, algodão e caxemira) são contrabalançados
com spacers e nylons. O desafio foi arranjar um equilíbrio entre os materiais de
forma a que fizesse sentido.
Em que é que esta colecção reflecte a
estética da marca?
A marca é
fundada em elementos de luxo, ou seja, peças muito bem acabadas com elementos
de tailoring. Há também a preocupação
de mostrar o lado sexy do homem, o
seu sex appeal. A marca tem também
uma certa vibração desportiva... As peças não são imediatamente desportivas,
mas são descontraídas, confortáveis, ergonómicas...
Como é que descreverias a estética da
marca?
Pode ser em
inglês? Luxury, sexy, casual and ease!
O que é que destacarias nesta colecção?
Esta
colecção resulta bem porque foi feita através de colaborações. Os meus três sponsors (malhas, peles metalizadas e
calçado) trabalharam em conjunto para que tudo fizesse sentido e para que a
colecção fosse coesa.
Que expectativas tens para o desfile?
O desfile é
uma boa oportunidade para mostrar o meu trabalho e também para fazer contactos.
É uma honra poder apresentar o meu trabalho e gostava de ter um projecto
próprio e poder apresentá-lo cá, porque é tudo produzido nacionalmente e é bom
mostrarmos aquilo que somos capazes de fazer, tanto a nível de design como de produção.
--
After graduating in Fashion Design from Faculdade de Arquitectura de Lisboa, Ana Duarte went to London, where she completed a Master of Arts in Menswear Design and Technology at the London College of Fashion. Her brand Duarte is now set to make its debut at ModaLisboa's Sangue Novo.
What was the starting point of this collection?
The collection is called “Animan”
and is focused on the idea of man as an animal and his need of protection and
ornament. On the other hand, it also approaches the concept of nature versus technology, which I have been
developing during my master’s degree.
How did you translate those concepts into the collection?
To translate the idea of man as an
animal I used the colors green and blue mostly, which also address man’s inner
essence. Then, I used metallic fabrics, which address the rational side of man,
his creativity and need of construction and ornament.
The idea of nature versus technology is mostly translated
by the materials. I used natural fabrics, such as leather, rabbit fur, cashmere
and cotton, which are complemented with spacer fabrics and nylons. The
challenge here was to find a balance between all these materials so it would
make sense.
How does this collection reflect Duarte’s aesthetics?
The brand is founded on luxurious
elements: every piece is very well finished and there are details inspired by
classic tailoring. I also try to incorporate man’s sex appeal. Moreover, the
brand also has this sporty vibe – it isn’t really sportswear, but all the
pieces are very relaxed, comfortable and ergonomic.
How would you describe the brand?
Luxury, sexy, casual and ease!
Is there anything in this collection that stands out?
I think the collection works because
of the collaborations I made. My three sponsors (knitwear, metallic leather and
footwear) all worked together, so the collection is very cohesive and
everything falls into place.
How do you feel about the show?
The show will be a great opportunity
for me to present my work and to make contacts. I feel honored to show at
ModaLisboa. In the future I would like to have my own project and present it
here because my collections are entirely produced in Portugal. I want to show
that we have high quality design and production.
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Duarte,
ModaLisboa,
Preview,
Sangue Novo
Friday, March 06, 2015
Preview | Sangue Novo: Cristina Real AW15/16
Depois de duas participações na ModaLisboa, Cristina Real foi novamente seleccionada para integrar a plataforma Sangue Novo, onde vai apresentar "Mineralis".
Qual foi o ponto de partida para esta colecção?
A colecção
chama-se “Mineralis”. O conceito partiu precisamente das rochas e dos minerais
– a turmalina e a pirite – e do meio ambiente que as rodeia. A inspiração
provem do impacto da rocha no seu habitat
natural e no seu estado mais puro. A própria natureza e todos os seus detalhes
são a base desta colecção em termos de cores, formas, materiais e pormenores.
Como é que esse conceito se revela na
colecção?
O conceito
revela-se na colecção através do jogo de cores que surge a partir da rocha – as
várias cores, os degradés, os
reflexos e até as transparências.
Nesta
colecção, as formas são volumosas, devido à profundidade da pedra. Existe
também o contraste entre linhas rectas e afinadas com formas ovais e irregulares,
que vêm da própria forma da turmalina e da pirite. Até os materiais são uma
representação das várias camadas e partículas da pedra.
De que forma é que esta colecção reflecte a
tua estética?
A minha
estética acaba sempre por se evidenciar nas minhas colecções, principalmente
através da combinação de cores, da mistura de materiais e também de uma
evolução da forma.
Há sempre um
ou outro material que permanece de colecção para colecção, para haver uma linha
de continuidade, e depois há factores de diferenciação como as aplicações nesta
colecção.
O que é que destacarias nesta colecção?
A rocha, no
seu habitat natural, passa por muitas
fases que estão presentes na colecção através da combinação de materiais fortes
com outros que transmitam leveza e do contraste entre as cores mate e o brilho. Estas são referências
que permanecem de colecção para colecção e funcionam quase como uma imagem de
marca, sendo que nesta colecção se destacam.
Na colecção
anterior já tinha explorado as aplicações, mas nesta ganham uma notoriedade
diferente, porque ligam as peças de roupa e os acessórios. Aliás, os acessórios
são decisivos, pois carregam parte importante do conceito.
Que expectativas tens para o desfile?
Penso que
vou sem expectativas para os desfiles. Dou o meu melhor, tento aprender com as
coisas que possam surgir e esperar que o meu trabalho fale por si só. O mais
importante para mim é que me divirto a criar as minhas colecções.
--
Cristina Real was selected for the third time to show at Sangue Novo, where she will now present "Mineralis".
What was the starting point of this collection?
This collection is called “Mineralis”
and its concept really comes from rocks and minerals, namely tourmaline and
pyrite, and what surrounds them. The inspiration was the impact that these
stones have on their habitat and on
its purest form. Nature itself and its details are the basis of the entire
collection, as far as colors, shapes, materials and details are concerned.
How did you
translate that into the collection?
As far as colors are
concerned, the collection takes, once again, inspiration from stones and these
two minerals, and their different tones, degradés,
reflexes and transparencies. Shapes are voluminous because of the rocks and
their own composition and there’s also the contrast between straight, pointy
shapes with more rounded, irregular shapes. Also, the materials were chosen
taking into consideration the multiple layers and particles one can see in a
rock.
How does this
collection reflect your aesthetics?
My aesthetics is
always present in my collections, especially when it comes to the color scheme,
the mixture of materials and a sort of evolution regarding shapes.
I usually use
materials that I have worked with before, so there’s some continuity, but
there’s always something different – in this collection I decided to use appliqués.
Is there anything in this collection that
stands out?
Rocks, in their
natural environment, go through many stages and I explored that through all the
different materials. I mixed heavy and light fabrics and used materials with
different levels of brightness. These are aspects that are present in all
collections I design, and in this one they are even more relevant.
In my last collection
I have also used appliqués, but I decided they should play a more important
role in this one, as they tie together the items of clothing and the
accessories. Actually, accessories are indispensable, as they carry a very
significant part of the concept.
How do you feel about the show?
I don’t think I have
any expectations for the show. I always give it my best and try to learn more.
I hope my work speaks for me and I just try to have fun while creating my
collections.
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Cristina Real,
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Sangue Novo
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